Com Quantas Parcelas Atrasadas o Banco Pode Fazer a Busca e Apreensão?

Quando se fala em financiamento de veículos, uma dúvida aparece com frequência: afinal, em qual momento o banco pode requerer a busca e apreensão do carro por atraso nas parcelas? A resposta é surpreendente para muitos consumidores. Existe um equívoco muito difundido sobre a quantidade de parcelas que podem permanecer em atraso antes que o veículo seja recuperado pela instituição financeira. O Parcela Atrasada existe justamente para trazer clareza sobre temas como esse, ajudando você a entender seus direitos e a melhor forma de agir.

O mito das três parcelas: é mesmo preciso atrasar tantas assim?

Talvez você mesmo já tenha escutado por aí: “Pode atrasar até três parcelas, só então o banco toma o carro”. Este “número mágico” gerou uma sensação perigosa de falsa segurança para muitos. Mas, de acordo com a legislação vigente, não é necessário acumular três meses de atraso para haver busca e apreensão.

Sim, basta o atraso de apenas uma parcela para o banco iniciar o processo.

Está enfrentando uma situação parecida? A equipe do Parcela Atrasada pode te orientar com segurança e agilidade. Não espere complicar ainda mais: entre em contato e descubra seus direitos.

Segundo o artigo 2º do Decreto-Lei 911/69, quem oferece um bem em garantia de alienação fiduciária, como acontece no financiamento, pode sofrer busca e apreensão já com o não pagamento de qualquer das parcelas.

A alienação fiduciária e o poder do banco

Por trás do financiamento de veículos, está a chamada alienação fiduciária. Isso significa que, até o pagamento total das parcelas, o veículo pertence ao banco, enquanto o consumidor tem apenas a posse e a utilização. Por lei, se ocorrer inadimplência, o banco pode pedir a retomada do bem imediatamente.

Carro parado, oficial de justiça e proprietário discutindo documentos ao lado. A proteção legal do banco, nesse caso, é considerável.

O procedimento começa sempre com a notificação extrajudicial do consumidor, geralmente enviada via cartório ou correio, comunicando o débito e solicitando a quitação em cinco dias. Esse detalhe é fundamental. Sem essa notificação, a busca e apreensão pode ser contestada judicialmente.

Como é feito o processo de busca e apreensão?

O caminho percorrido pela instituição financeira segue uma ordem geralmente rígida. Veja, simplificando:

  • O atraso de uma parcela já autoriza o banco a buscar meios legais para retomar o veículo (informação confirmada em artigo especializado).
  • O banco envia notificação extrajudicial dando prazo para regularizar a situação.
  • Se o pagamento não ocorre, o banco pode ingressar na justiça com pedido de busca e apreensão.
  • O oficial de justiça cumpre o mandado, e o veículo é retirado.

No entanto, a maioria dos credores costuma aguardar cerca de 60 a 90 dias antes de encaminhar o pedido à justiça – ou seja, dois ou três meses de atraso (segundo levantamento junto a bancos). Isso ocorre mais por questões operacionais do que legais.

Se atrasou, pode virar risco real.

Seus direitos na busca e apreensão

Nem tudo está perdido caso você esteja com parcelas em atraso. Há direitos importantes a serem observados:

  • O banco precisa lhe notificar formalmente antes de ajuizar a ação;
  • É possível apresentar sua defesa em até 15 dias após a apreensão;
  • Você pode quitar integralmente a dívida (incluindo parcelas vencidas, encargos e custas) e reaver o veículo;
  • Caso haja abusos ou erros processuais, o consumidor pode pedir devolução do bem e até indenização.

No blog Parcela Atrasada abordamos com frequência estratégias legais para contestar buscas e cobranças abusivas, incluindo situações em que a notificação falhou ou valores de juros estão inflados.

Alternativas para evitar perder o veículo

O atraso não precisa ser o fim da linha. Muitas vezes, com disposição para o diálogo, é possível renegociar as condições da dívida sem perder seu carro. Algumas alternativas:

  • Renegociação direta com o banco – inclusive propondo redução de juros;
  • Refinanciamento para diluir o saldo devedor em mais parcelas;
  • Portabilidade de crédito – transferir a dívida para outra instituição com taxas menores;
  • Venda particular do veículo (com anuência do banco), liquidando a dívida.

Homem e gerente de banco sentados em mesa, discutindo documentos de financiamento. Negociar é sempre melhor que ignorar a dívida.

Prazos e etapas se você entrar em inadimplência

Se o atraso da sua parcela já ocorreu, não entre em pânico, mas aja rápido. O fluxo comum é esse:

  1. O banco notifica você extrajudicialmente, pedindo a regularização.
  2. Se nada for feito, solicita a busca e apreensão ao judiciário.
  3. O veículo é apreendido. Você tem 15 dias para contestar e se defender.
  4. O pagamento total ou acordo pode regularizar tudo e reverter a perda do bem.

Muitas pessoas tentam “sumir com o veículo”, mas isso complica a situação judicialmente e pode configurar fraude. O ideal é atuar preventivamente, buscando orientação jurídica logo nos primeiros atrasos.

Antes de tomar qualquer decisão, fale com quem entende do assunto. O Parcela Atrasada pode mostrar os melhores caminhos e ajudar você a proteger seu veículo e seus direitos.

Dicas para não atrasar e negociar bem com o banco

  • Planeje seu orçamento, dando prioridade ao pagamento de bens financiados.
  • Registre todos os contatos com a financeira e negociações realizadas.
  • Se perder o controle das parcelas, procure renegociar rápido. Mostre disposição para pagar.
  • Considere procurar suporte de profissionais experientes como o time do Parcela Atrasada, que orienta sobre opções legais e financeiras.

Pequenas dúvidas, como tempo que leva entre o atraso e a retomada do veículo, podem causar ansiedade e decisões precipitadas, mas informação é o melhor caminho para evitar prejuízos maiores.

Família revisando contas e planejando orçamento à mesa. Transparência e organização financeira previnem surpresas.

Conclusão

Você viu que a ideia de que é preciso várias parcelas atrasadas para o banco tomar seu veículo não corresponde à realidade. Apenas uma parcela em atraso já abre caminho legal para a busca e apreensão. A legislação é clara e está amparada pela alienação fiduciária, fortalecendo a posição do banco, embora a maioria espere entre 60 e 90 dias para acionar a justiça (como mostra análise recente sobre financiamentos automotivos).

Ter informação, buscar negociação e acompanhar o processo de perto fazem toda a diferença, e acompanhamento jurídico qualificado pode ser fundamental para garantir seus direitos.

O Parcela Atrasada está aqui para ajudar pessoas como você a evitar a perda do veículo, a se defender de abusos e retomar as rédeas da sua vida financeira. Não espere a situação se complicar. Se identificou no tema? Aproveite para navegar pelo nosso conteúdo, encontrar orientações valiosas sobre financiamento e, se necessário, conte com nosso apoio profissional para resolver sua situação de vez.

Perguntas frequentes sobre busca e apreensão de veículo

Com quantas parcelas atrasadas o banco retoma o veículo?

A legislação permite que o banco peça a retomada do veículo por meio de busca e apreensão já com uma única parcela atrasada, desde que haja notificação formal ao consumidor. Apesar disso, bancos normalmente aguardam de 60 a 90 dias para acionar o judiciário por motivos internos, mas o risco existe desde o primeiro atraso.

O banco pode apreender com uma parcela atrasada?

Sim. De acordo com o Decreto-Lei nº 911/69, o credor tem direito de requerer a busca e apreensão do veículo já na primeira parcela vencida e não paga. O mito das “três parcelas” não tem respaldo legal — vale o que foi acordado em contrato e a lei da alienação fiduciária.

O que acontece após atrasar duas parcelas?

O banco já pode, por lei, iniciar a cobrança formal e notificar o devedor. Se não houver negociação ou pagamento, o pedido judicial de busca e apreensão pode ser feito a qualquer momento. É muito comum que o banco intensifique o contato e pressione pela solução do débito após o segundo atraso.

Como evitar a busca e apreensão do carro?

O melhor caminho é negociar assim que perceber dificuldades, tentando acordos, refinanciamento ou portabilidade de crédito. Também é necessário manter todos os contatos e acordos documentados. Em caso de ação judicial, apresentar defesa adequada, com acompanhamento jurídico, pode impedir ou reverter a apreensão do veículo.

Quantos dias de atraso geram perda do veículo?

A lei não determina número fixo de dias: tecnicamente, o risco se instaura já com o primeiro dia após o vencimento. O prazo mais comum antes da adoção de providências drásticas varia entre 60 e 90 dias, mas isso é decisão administrativa do banco, não garantia legal.

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